sexta-feira, 27 de março de 2015

Conceitos fundamentais de Raga

Conceitos fundamentais de Raga

(*melodia indiana)


Raga é a espinha dorsal da Música Clássica Indiana. A palavra raga vem da palavra sânscrita “Rani” que significa deleite que nos faz feliz e satisfaz. Faz-se necessário esclarecer que os ragas não têm a necessidade de evocar qualidades auspiciosas. Os ragas podem produzir variados sentimentos, como: shanti (serenidade, paz), Shrungar (sensualidade), Bhakti (devoção), Veer (bravura).

Raga não é uma escala, nem tampouco um modo. No entanto, pode ser considerada uma forma melódica científica, precisa, sutil e estética, com seus movimentos ascendentes e descendentes – com oitavas ou séries de cinco ou seis notas. A omissão da dissonância ou a ênfase de uma nota em particular, ou a transição de uma nota para a outra, e o uso de microtons junto a outras sutilezas, distinguem uma Raga de outra. 

As ragas possuem seus próprios estados de espírito, como: tranquilidade, devoção, solitude, dor, heroísmo, etc. Cada Raga é associada a um sentimento, horário particular do dia ou a uma estação do ano.

Improvisação é a característica essencial da música indiana, dependendo diretamente da imaginação e da criatividade do artista que explora sua natureza – conseguindo transmitir esse estado àqueles que escutam a raga.

Cada estrutura melódica da raga tem algo que evoca a personalidade predominante contida em sua essência. Inicialmente os escritores indianos de música trazem a idéia que a raga é dotada de pequenas divindades, cujos nomes derivam de diferentes fontes, que frequentemente indicam a origem ou a associa às suas qualidades. Musicalmente teorizando as ragas, podemos descrevê-la como uma pequena formula, que permite ao artista visualizar sua personalidade essencial durante uma meditação – desenvolvida através da sua performance.

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